Marcello Talamo, Engenheiro Agrônomo
  • Engenheiro Agrônomo

Marcello Talamo

São Paulo (SP)

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Marcello Talamo, Engenheiro Agrônomo
Marcello Talamo
Comentário · há 11 anos
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Marcello Talamo, Engenheiro Agrônomo
Marcello Talamo
Comentário · há 11 anos
Discutir a corrupção enquanto atividade humana é perda de tempo, pois ela existe desde tempos imemoriais e continuará existindo sempre que houver alguém decidido a atuar ao largo das normas e convenções e alguém disposto a cobrar algo para possibilitar isso.

O que vem ao caso, na minha opinião, nesse governo é a transformação de atos e atitudes corruptas e corrompedoras em apenas mais uma das instâncias pelas quais passam quase todos os processos que envolvem o governo, como se uma licitação, por exemplo, passasse a contar com a fase de elaboração do projeto, apresentação de preços, licitação, abertura de envelopes, definição das propinas, montagem dos canteiros, início das obras, etc.

Nas décadas de 70 e 80 era comum esse tipo de associação entre quem fazia negócios com a áfrica, onde a corrupção oficial era parte do ritual para se trabalhar nesse continente. Evidentemente que nessa época também havia no Brasil a sensação de que "tinha gente levando algum", mas ao que tudo indica, eram iniciativas basicamente pessoais ou no máximo de grupos de poder.

O que está assustando é que com a subida do PT ao poder, nos africanizamos nesse campo, ou seja, hoje em dia, para se ter ou fazer negócios com o setor público, junto com a proposta de trabalho devem ser entregues as malas com dinheiro, carros, propriedades, mulheres, enfim, o valor que o corrupto convencionar querer receber para destravar os processos.

Não adianta qualquer lei anti corrupção. Não vai funcionar. Seria a mesma coisa que leis anti-traição, anti sexo fora do casamento, anti alcoolismo. Simplesmente esse tipo de coisa advém de educação, princípios, solidez e caráter e formação moral e cívica, matéria que aliás, muito espertamente, os Petistas trataram de eliminar dos currículos acredito eu, pois são conceitos que eles não compreendem.

O governo precisa REFINAR seus quadros, exigir preparo técnico e ficha limpa de seus servidores, só os admitir por concurso e ter órgãos eficientes de fiscalização em relação a evolução patrimonial, etc. e, nesse mister, a volta da CPMF serie excelente como ferramenta de cruzamento de dados.

Caso contrário, enquanto o governo for esse montanha de cargos comissionados, vai se assistir a esse festival de roubos, pois cada comissionado mal intencionado sabe que tem apenas 4 anos garantidos para amealhar a segurança financeira sua e da sua família por pelo menos 2 ou 3 gerações e nesse cenário, arrepia tirando o que puder de onde puder
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George Marum Ferreira
Comentário · há 11 anos
A sua abordagem está eivada da teoria conspiratória. FHC e seu governo não foram santos. Mas, se você não lembra, foi no governo dele que foi apreendido milhões de reais, em espécie, no escritório do Marido de Roseana Sarney, filha de Sarney, aliado de ambos os governos. A questão econômica ventilada por ti não difere muito da de hoje. FHC já pegou um país quebrado que acumulou esqueletos no armário decorrentes de anos de inflação galopante. Lembra-se do PROER que os petistas demonizaram como sendo uma medida destinada a salva banqueiros? Eu lembro-me bem. Todas as ações civis públicas ajuizadas contra FHC em razão do PROER foram julgadas improcedentes, pois aquele plano salvou, na verdade, a poupança popular. Basta recordar o que aconteceu com o Bamerindus, do Sr. José Eduardo que, a propósito, era aliado do governo de então e, mesmo assim, não escapou da degola. Deve ser rememorado, ainda, a conversa gravada de FHC, gravada ilegalmente diga-se, acerca das privatizações, nas quais nunca foram encontradas qualquer declaração que indicasse conduta ilícita. Enfim, tentar comparar o governo FHC com o atual não me parece muito honesto. Este governo, nos anos Lula, encontrou o mais favorável contexto econômico mundial, com as comodities exportadas pelo Brasil em alta e renda das exportações nas alturas. No entanto, não adotou nenhum plano estratégico de longo prazo para o país. O país consumiu suas reservas sem nenhuma ação ou plano de desenvolvimento tecnológico sustentável, com a educação em pior nível como jamais visto. Portanto, por mais pífias que sejam quaisquer alegações que visem defender os anos FHC, com certeza compará-lo ao que ai está é de duvidosa honestidade intelectual. Pelo ódio que o PT nutre ao PSDB, por que, como pergunta o articulista, não expôs as maselas encontradas em relação aos anos FHC. Não precisa responder!
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